Perguntas Frequentes

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

O que é Insuficiência Cardíaca?

É uma doença em que o coração não consegue mais bombear sangue suficiente para o corpo, comprometendo as funções e necessidades do organismo.

Embora possa se desenvolver repentinamente, é uma doença crônica de longo prazo que pode afetar os dois lados do coração. Como ela compromete a função de bombeamento do sangue, pode haver acúmulo dele devido ao retorno do fluxo sanguíneo, faltando oxigênio para órgãos e comprometendo as funções vitais.

Quais as principais causas?

Há pessoas que estão mais propensas a desenvolver insuficiência cardíaca, mas não há como afirmar quem irá desenvolvê-la. No Brasil, a causa mais comum para desenvolver a insuficiência cardíaca é a doença coronariana, que apresenta o estreitamento dos vasos, que são os responsáveis por levar o oxigênio para o músculo do coração.

Quais os sintomas?

Alguns pacientes podem não apresentar sintomas nos primeiros estágios da doença, atribuindo a fadiga e falta de ar ao envelhecimento, ou porque o corpo está mais ativo devido a alguma atividade física. Os sintomas podem ser gradativamente e com o passar do tempo problemas respiratórios e outros sintomas podem ser percebidos mesmo em estado de repouso.

A falta de ar é bem comum em pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca. Podem apresentar tosse, inchado nos membros inferiores, ganho de peso, palpitações, fadiga, diminuição da concentração, náusea e suor excessivo.

Qual o tratamento e quais são os cuidados após o diagnóstico da IC?

O tratamento dependerá da gravidade e da causa da insuficiência cardíaca. Se ela apresentar sintomas moderados e estabilidade, o tratamento consiste basicamente em mudança de estilo de vida, alteração na dieta e uso de medicamentos.

Em casos mais graves, podem ser indicados procedimentos cirúrgicos de correção, uso de marcapasso ou, em casos ainda mais complexos, a necessidade de um transplante de coração.

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

O que é o AVC?

Conhecido popularmente como derrame, o AVC é causado pela falta de sangue em determinada área do cérebro decorrente da obstrução de uma artéria ou por sangramento devido ao rompimento de um vaso sanguíneo.

No primeiro caso ele é denominado de acidente vascular cerebral isquêmico e no segundo caso com acidente vascular cerebral hemorrágico. Em ambos os casos o sangue não chega a determinadas áreas do cérebro ocasionando a perda de funções neurológicas. É raro acontecer na infância, mas pode atingir as pessoas de todas as idades.

Quais os seus sintomas?

Os sinais e sintomas do AVC acontecem de forma súbita, podendo ser únicos ou combinados. Pode haver enfraquecimento, adormecimento ou paralisação da face, braço ou perna de um lado do corpo, alteração de visão (ficando turva ou até mesmo a perda), dificuldade na fala ou compreensão.

Podem ocorrer também tontura sem causa definida, desequilíbrio, falta de coordenação no andar ou queda súbita e ainda dores de cabeça fortes e persistentes além de dificuldade para engolir.

O que causa um AVC?

Hipertensão arterial, fibrilação atrial, diabetes, tabagismo, uso de pílulas anticoncepcionais, álcool e problemas relacionados à coagulação sanguínea estão entre as principais causas do AVC.

Qual o tratamento e quais são os cuidados após o diagnóstico do AVC?

Acidente vascular cerebral é uma emergência médica e o paciente deve ser encaminhado imediatamente para atendimento hospitalar. Mudanças de hábito podem ajudar na recuperação, por isso é importante controlar o colesterol, pressão arterial e níveis de açúcar no sangue. Adote uma dieta equilibrada, pratique alguma atividade física.

Vale lembrar que células cerebrais não se regeneram, e também não existe tratamento para recuperá-las, mas há tratamentos terapêuticos que auxiliam na restauração das funções, movimentos e fala e sua eficácia é mais bem aproveitada quando o tratamento é imediato. Nunca suspenda o tratamento indicado pelo cardiologista e/ou neurologista.

ATEROSCLEROSE

O que é Aterosclerose?

É uma doença que ocorre através do estreitamento das artérias, reduzindo o fluxo sanguíneo, dos órgãos vitais como o coração, o cérebro, os intestinos, os braços e as pernas. Na aterosclerose, as artérias são estreitadas porque ocorrem depósitos de gordura denominados placas, que se acumulam no seu interior.

Nestas placas encontram-se o colesterol constituído por lipoproteínas de baixa densidade (LDL), células musculares lisas, tecido fibroso e, em algumas vezes, encontra-se cálcio. Quando essa placa cresce, ao longo da artéria, é produzida uma área rugosa na parte lisa, formando coágulo de sangue dentro da artéria, bloqueando o fluxo e levando a graves complicações de saúde, como derrame e ataque cardíaco (infarto).

Quais os principais sintomas?

As dores podem variar de acordo com o local em que acontece o estreitamento das artérias. Dor ou desconforto no peito, quando o coração não está recebendo sangue ou oxigênio suficiente, falta de ar, e fadiga quando é realizado o esforço físico são sintomas da doença.

Dores nas pernas ao caminhar que melhoram com o repouso, queda de pelos nas pernas, pele fria e palidez nos dedos podem indicar comprometimento das artérias que irrigam estes locais.

O que pode causar a Aterosclerose?

As principais causas estão relacionadas ao acúmulo de gordura no interior das artérias devido à má alimentação, rica em gordura e pobre em vegetais, o sedentarismo, o hábito de fumar, diabetes, hipertensão arterial e colesterol aumentado.

Como tratar e quais os cuidados após o diagnóstico da Ateroslerose?

O tratamento para aterosclerose consiste em evitar o crescimento das placas de colesterol e melhorar os sintomas. Poderá ser realizado através da mudança de estilo de vida, prática de exercícios físicos, controle na alimentação e o uso de medicamentos específicos.

Em casos mais graves, o médico poderá indicar uma cirurgia de desobstrução dos vasos sanguíneos, que poderá ser feito por cateterismo e angioplastia ou por cirurgia convencional. (cateterismo e angioplastia).

ARRITMIAS CARDÍACAS

O que é Arritmia Cardíaca?

O coração funciona como uma bomba, distribuindo o sangue para o corpo humano. O funcionamento dessa bomba é percebido por meio da frequência e do ritmo do coração, que variam ao longo de um dia conforme a necessidade de oxigênio do organismo.

Quando há alterações na frequência e no ritmo cardíaco, é constatada uma arritmia cardíaca. O coração pode apresentar um batimento muito rápido (taquicardia), muito lento (braquicardia) ou irregular.

Quais os principais sintomas?

Os sintomas mais comuns são palpitações ou "batedeiras", desmaios e tonturas. Há casos que podem apresentar confusão mental, fraqueza, pressão baixa e dor no peito. As arritmias podem ou não apresentar sintomas e, em casos mais graves, pode ocorrer parada cardiorrespiratória que leva à morte súbita.

Pacientes que já apresentam histórico de problemas cardíacos como infarto, insuficiência cardíaca ou que já tenha passado por algum procedimento cirúrgico cardíaco tendem a apresentar um risco maior, por isso o acompanhamento médico é muito importante.

O que causa a Arritmia?

Hipertensão, diabetes, colesterol alterado, tabagismo e sedentarismo são alguns dos fatores de risco para as arritmias. Distúrbios do sono como ronco e apneia obstrutiva também são fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Consumo de álcool e/ou energético pode induzir a uma arritmia, este último tem alto nível de cafeína em sua composição.

Vale ressaltar que o consumo de pequenas doses de cafeína não causa arritmia, mas pode aumentar a frequência cardíaca em torno de 5 a 10 batimentos por minuto. A combinação dessa substância com álcool pode potencializar o distúrbio.

Como tratar e quais os cuidados após o diagnóstico da Arritmia?

Quem determinará qual o melhor tratamento para o paciente é o médico especialista. As opções terapêuticas dependerão da condição do paciente e podem ou não envolver tratamentos medicamentosos ou intervencionistas como ablação (espécie de cateterismo), implante de marca-passo e implante de desfibrilador interno, além, é claro, da prevenção.

Assim como outras doenças do coração, a adesão a hábitos saudáveis e alimentação balanceada podem ajudar na prevenção de arritmias. Exames anuais preventivos também fazem parte desse processo.

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